O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, pediu paciência aos gregos, que estão cada vez mais furiosos com os esforços de austeridade, ao dizer em entrevista publicada no sábado (15) que o seu governo está lutando para evitar uma “catástrofe” financeira.
Na próxima semana, o parlamento deve aprovar medidas, incluindo cortes nas remunerações e pensões, além de milhares de demissões nos serviços públicos.
Os principais sindicatos gregos decidiram por uma greve de 48 horas que deverá fechar a maioria dos serviços do país. A greve está sendo organizada para coincidir com a data de votação no parlamento, na quarta-feira (19) e na quinta-feira (20).
Grécia se prepara para greve de 48h
antes de votação
de medidas
A Grécia enfrenta um teste crucial nesta semana, quando boa parte do país deve estar paralisado por causa de uma greve de 48 horas que atingirá seu auge na quinta-feira, enquanto o Parlamento vota um duro pacote de medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais.
As duas principais uniões sindicais da Grécia, que representam cerca de metade da força de trabalho de quatro milhões de pessoas, prometeu uma das maiores greves desde que a crise começou, há dois anos. A ação irá afetar o fornecimento de alimentos e combustíveis, interromper o transporte público e deixar hospitais abertos com o mínimo de funcionários.
A maioria de quatro assentos no governo deve ter apoio da oposição minoritária, mas ao menos dois membros do partido governista PASOK podem se opor a parte da lei quando a votação for convocada, provavelmente em duas etapas, na quarta e na quinta-feira.
Com os líderes da União Europeia correndo para preparar um novo acordo abrangente de resgate a tempo para a cúpula do dia 23, o ministro grego de Finanças, Evangelos Venizelos, disse que esta é a semana “durante a qual muitas coisas, talvez tudo possa ser decidido”.
Muitos economistas acreditam que Atenas não poderá mais evitar dar um calote de dívida. Em entrevista a um jornal no domingo, Papandreou disse que um default seria uma “catástrofe” para a Grécia.
(Reportagem adicional de Harry Papachristou)

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